Era dia de prova. As carteiras estavam separadas, e eu estava sentada roendo a ponta de meu lápis me segurando para não olha-lo. A prova ainda não havia começado e a baderna habitual tomava conta da sala de aula. Estávamos á uma fileria de carteiras de distancia. Por impulso, me levantei e fui deixar minha mochila em frente a lousa, ficando parada ao alcance da visão dele. Por instinto, procurei a bolsa dele. Caminhei até onde ela se encontrava e coloquei a minha ao lado. Ao me virar, senti seus olhos em mim. Ele estava sorrindo. Rapidamente me virei e tirei minha bolsa de perto da dele. Falei mil coisas, tentei disfarçar, mas naquele momento não havia nada que enganasse aquele ato, aquele fato de que eu queria estar perto dele, sempre. E acho que ele percebeu. Um rubor perpassou meu rosto e voltei admirada comigo mesmo para minha carteira. Me sentei. O professor começava a entregar as provas e eu continuava a morder o lápis. Nada esconderia meu gesto, não havia desculpas. Me desconcentrei e não conseguia achar respostas para as questões que eu lia no papel. Havia apenas a lembrança do sorriso dele, que sufocava minha mente.
- Maria Carolina.
(Baseado em fatos reais.)
Por hoje, é isso. Este foi um texto, que talvez eu possa considerar uma crônica, que escrevi no ano passado. Eu realmente não sabia que um simples fato corriqueiro, como esse, pudesse se transformar nessa pequena história. Estranho, preciso me atentar mais aos fatos que me cercam. Talvez eu possa tirar muito mais do real e parar de me apegar as minhas fantasias.
Um beijo, e tchau.
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