Eu chego na madrugada, desobediente e vagarosa. Ela está sentada na poltrona, paciente e discreta, e mesmo preocupada, elegante como sempre é. Na penumbra tento passar despercebida, mas ela, sempr atenta lança-me um de seus olhares indagadores e intimidadores. Gaguejo, tentando me explicar. Ela me abraça e de repente o cômodo de minha casa fica pequeno demais, sufocante demais. Sua pele macia faz com que eu me sinta confortável e protegida, apesar da situação. Seu perfume é fortee doce, como sua alma e me traz uma paz desigual. Sua voz, um meio termo do grave e do agudo, melódica, me chama de volta a realidade, com um sorriso leve brincando nos lábios. Passo um pouco despercebida ao que ela me fala, algo parecido com "você esta bem". Fiquei muda, observando a preocupação se esvair, aos poucos, de seus olhos. E então eu percebi que quem era aquela mulher de verdade, e o quão importante ela era. O quanto essa mulher merece tudo o que há de bom nesse mundo, tudo o que posso lhe oferecer, por ser extraordinariamente maravilhosa, compreensiva, amorosa e determinada. Por ser minha amiga, inspiração, minha guia, e meu eterno amor. Por ser, e eu orgulhosamente admito, minha mãe.
-Maria Carolina.
Oi! Esse texto eu produzi na aula de LPT (Leitura e Produção de Texto), onde tinhamos que escrever um texto descritivo sobre nossas mães. Bem, dei o meu melhor.
Aliás, ultimamente não estou tendo tempo nenhum para escrever. Mas está surgindo uma vaga ideía de pegar meus texto aleatórios e bolar um enredo. Quem sabe não sai alguma coisa legal?
Beijos :*
sexta-feira, 29 de maio de 2009
terça-feira, 12 de maio de 2009
Agenda lotada? Que piada!
Ok, hoje vai ser um post sobre mim mesma. Faz muito tempo que eu não posto aqui, mas a minha rotina não é mais rotina, passando a ser compromissos que deixam a minha vida de cabeça para baixo. Toda segunda e quarta pela manhã eu saio cedo para o curso de inglês. Quando volto, durmo um pouco ou faço trabalhos e seminários e lições da escola. Passo a tarde inteira na escola. Chego em casa, e alem de ter que cuidar da minha pequena irmã, geralmente tenho mais trabalhos e lições e seminarios. Sinceramente, cansei. Não aguento mais esse dia-a-dia que me consome mais e mais, não me deixando tempo nem para respirar e expirar. Pode parecer exagero, mas não é. As vezes não consigo nem me animar com coisas que há meses atrás, me deixariam ansiosa e feliz. Talvez a melhora deva partir de mim mesma. Mas com certeza eu preciso de um motivo, para saber que seguir em frente vale a pena.
- Maria Carolina.
- Maria Carolina.
domingo, 29 de março de 2009
Por nós.
Hoje eu cheguei a conclusão de que, sim, é difícil viver sem alguém ao lado para dividir os fatos engraçados, medíocres e incógnitos do cotidiano, é difícil viver sem um amigo. E fazendo um balanço dos meus, ultimamente, tenho percebido que muitos dos meus amigos andam distantes e frios. Já tentei achar um motivo, e pode ser que eu realmente tenha contribuido para isso, de alguma forma, com minhas atitudes inesperadas. Mas eu sinto tanta falta de contar as coisas para alguém, e dar risadas de algo, e sentar todo dia na calçada para jogar conversa fora! Esse lance de esconder coisas, mentir e fantasiar é abominável. Por que não continuarmos sinceros e presentes, uns com os outros? Amigos têm histórias e momentos que são inesquecíveis, e eu não quero perder nada desse precioso tesouro que tenho guardado. Faço o possível e o impossível para resgatar aqueles velhos tempos. Eu continuo lutando por vocês. Por nós.
- Maria Carolina.
Oi. Esse foi apenas um começo de muitas coisas que eu queria dizer, e não sei se vou conseguir. Ultimamente esse lance de amigos está ficando precário, e eu não quero perder nada do que seja necessário para a minha vida (lê-se amigos). Então, escrevi esse trechinho pequeno e não satisfatório para ver se alguma alma se sinta menos culpada e volte ao seu estado normal. É isso. Tchau.
- Maria Carolina.
Oi. Esse foi apenas um começo de muitas coisas que eu queria dizer, e não sei se vou conseguir. Ultimamente esse lance de amigos está ficando precário, e eu não quero perder nada do que seja necessário para a minha vida (lê-se amigos). Então, escrevi esse trechinho pequeno e não satisfatório para ver se alguma alma se sinta menos culpada e volte ao seu estado normal. É isso. Tchau.
sexta-feira, 27 de março de 2009
Respostas.
Era dia de prova. As carteiras estavam separadas, e eu estava sentada roendo a ponta de meu lápis me segurando para não olha-lo. A prova ainda não havia começado e a baderna habitual tomava conta da sala de aula. Estávamos á uma fileria de carteiras de distancia. Por impulso, me levantei e fui deixar minha mochila em frente a lousa, ficando parada ao alcance da visão dele. Por instinto, procurei a bolsa dele. Caminhei até onde ela se encontrava e coloquei a minha ao lado. Ao me virar, senti seus olhos em mim. Ele estava sorrindo. Rapidamente me virei e tirei minha bolsa de perto da dele. Falei mil coisas, tentei disfarçar, mas naquele momento não havia nada que enganasse aquele ato, aquele fato de que eu queria estar perto dele, sempre. E acho que ele percebeu. Um rubor perpassou meu rosto e voltei admirada comigo mesmo para minha carteira. Me sentei. O professor começava a entregar as provas e eu continuava a morder o lápis. Nada esconderia meu gesto, não havia desculpas. Me desconcentrei e não conseguia achar respostas para as questões que eu lia no papel. Havia apenas a lembrança do sorriso dele, que sufocava minha mente.
- Maria Carolina.
(Baseado em fatos reais.)
Por hoje, é isso. Este foi um texto, que talvez eu possa considerar uma crônica, que escrevi no ano passado. Eu realmente não sabia que um simples fato corriqueiro, como esse, pudesse se transformar nessa pequena história. Estranho, preciso me atentar mais aos fatos que me cercam. Talvez eu possa tirar muito mais do real e parar de me apegar as minhas fantasias.
Um beijo, e tchau.
- Maria Carolina.
(Baseado em fatos reais.)
Por hoje, é isso. Este foi um texto, que talvez eu possa considerar uma crônica, que escrevi no ano passado. Eu realmente não sabia que um simples fato corriqueiro, como esse, pudesse se transformar nessa pequena história. Estranho, preciso me atentar mais aos fatos que me cercam. Talvez eu possa tirar muito mais do real e parar de me apegar as minhas fantasias.
Um beijo, e tchau.
quinta-feira, 26 de março de 2009
Ser Brotinho.
Ser brotinho não é viver em um píncaro azulado: é muito mais! Ser brotinho é sorrir bastante dos homens e rir interminavelmente das mulheres, rir como se o ridículo, visível ou invisível, provocasse uma tosse de riso irresistível.
Ser brotinho é não usar pintura alguma, ás vezes, e ficar de cara lambida, os cabelos desarrumados como se ventasse forte, o corpo todo apagado dentro de um vestido tão de propósito sem graça, mas lançando fogo pelos olhos. Ser brotinho é lançar fogo pelos olhos.
É viver a tarde inteira, em uma atitude esquemática, a contemplar o teto, só para poder contar depois que ficou a tarde inteira olhando para cima, sem pensar em nada. É passar um dia todo descalça no apartamento da amiga comendo comida de lata e cortar o dedo. Ser brotinho é ainda possuir vitrola própria e perambular pelas ruas do bairro com um ar sonsovagoroso, abraçada a uma porção de elepês coloridos. É dizer a palavra feia precisamente no instante em que essa palavra se faz imprescindível e tão inteligente e natural. É também falar legal e bárbaro com um timbre tão por cima das vãs agitações humanas, uma inflexão tão certa de que tudo neste mundo passa depressa e não tem a menos importância.
Ser brotinho é poder usar óculos como se fosse enfeite, como um adjetivo para o rosto e para o espírito. é esvaziar o sentido das coisas que transbordam de sentido, mas é também dar sentido de repente ao vácuo absoluto. É aguardar com paciência e frieza o momento exato de vingar-se da má amiga. É ter a bolsa cheia de pedacinhos de papel, recados que os anacolutos tornam misteriosos, anotações criptográficas sobre o tributo da natureza feminina, uma cédula de dois cruzeiros com uma sentença hermética escrita a batom, toda uma biografia esparsa que pode ser atirada de súbito ao vento que passa. Ser brotinho é a inclinação do momento.
É telefonar muito, estendida no chão. É querer ser rapaz de vez em quando só para vaguear sozinha de madrugada elas ruas da cidade. Acar muito bonito um homem muito feio; achar tão simpática uma senhora tão antipática. É fumar quase um maço de cigarros na sacada do apartamento, pensando coisas brancas, pretas, vermelhas, amarelas.
Ser brotinho é comparar amigo do pai a um pincel de barba, e a gente vai ver está certo: o amigo do pai parece um pincel de barba. É sentir uma vontade doida de tomar banho de mar de noite e sem roupa, completamente. É ficar eufórica á vista de uma cascata. Falar inglês sem saber verbos irregulares. É ter comprado na feira um vestidinho gozado e bacanérrimo.
É ainda ser brotinho chegar em casa ensopada de chuva, úmida camélia, e dizer para a mãe que veio andando devagar para molhar-se mais. É ter saido um dia com uma rosa vermelha na mão, e todo mundo pensou com piedade que ela era uma louca varrida. É ir sempre ao cinema mas com um jeito de quem não espera mais nada dessa vida. É ter uma vez bebido dois gins, quatro uísques, cinco taças de champanha e uma de cinzano sem sentir nada, mas ter outra vez bebido só um cálice de vinho do Porto e ter dado um vexame modelo grande. É o dom de falar sobe futebol e política como se o presente fosse passado, e vice-versa.
Ser brotinho é atravessar de ponta a ponta o salão de festa com uma indiferença mortal pelas mulheres presentes e ausentes. Ter estudado ballet e desistido, apesar de tantos telefonemas de Madame Saint-Quentin. Ter trazido para casa um gatinho magro que miava de fome e ter aberto uma lata de salmão para o coitado. Mas o bichinho comeu o salmão e morreu. É ficar pasmada no escuro da varanda sem contar para ninguém a miserável traição. Amanhecer chorando, anoitecer dançando. É manter o ritmo na melodia dissonante. Usar o mais caro perfume de blusa grossa e blue-jeans. Ter horror de gente morta, ladrão dentro de casa, fantasmas e baratas. Ter compaixão de um só mendigo entre todos os outro mendigos da Terra. Permanecer apaixonada a eternidade de um mês por um violinista entrangeiro de quinta ordem. Eventualmente, ser brotinho é como se não fosse, sentindo-se quase cair do galho, de tão amadurecida em todo o seu ser. É fazer marcação cerrada sobre a presunção incomensurável dos homens. Tomar uma pose, ora de soneto moderno, ora de minueto, sem que se dissipe a unidade essencial. É policiar parentes, amigos, mestres e mestras com um ar songamonga de quem nada vê, nada ouve, nada fala.
Ser brotinho é adorar. Adorar o impossível. Ser brotinho é detestar. Detestar o possível. É acordar ao meio-dia com uma cara horrível, comer somente e lentamente uma fruta meio verde, e ficar de pijama telefonando até a hora do jantar, e não jantar, e ir devorar um sanduíche americano na esquina, tão estranha é a vida sobre a Terra.
- Paulo Mendes Campos.
Então tá. O post de hoje é uma crônica que eu achei muito interessante enquanto lia algum livro também interessante. E, enquanto eu lia, me identificava em alguns pontos da crônica. Na verdade, o ideal sera todas sermos brotinhos. Viver de verdade, e provar que, sim, a vida é realmente estranha.
Um beijo, e tchau :* M!
Ser brotinho é não usar pintura alguma, ás vezes, e ficar de cara lambida, os cabelos desarrumados como se ventasse forte, o corpo todo apagado dentro de um vestido tão de propósito sem graça, mas lançando fogo pelos olhos. Ser brotinho é lançar fogo pelos olhos.
É viver a tarde inteira, em uma atitude esquemática, a contemplar o teto, só para poder contar depois que ficou a tarde inteira olhando para cima, sem pensar em nada. É passar um dia todo descalça no apartamento da amiga comendo comida de lata e cortar o dedo. Ser brotinho é ainda possuir vitrola própria e perambular pelas ruas do bairro com um ar sonsovagoroso, abraçada a uma porção de elepês coloridos. É dizer a palavra feia precisamente no instante em que essa palavra se faz imprescindível e tão inteligente e natural. É também falar legal e bárbaro com um timbre tão por cima das vãs agitações humanas, uma inflexão tão certa de que tudo neste mundo passa depressa e não tem a menos importância.
Ser brotinho é poder usar óculos como se fosse enfeite, como um adjetivo para o rosto e para o espírito. é esvaziar o sentido das coisas que transbordam de sentido, mas é também dar sentido de repente ao vácuo absoluto. É aguardar com paciência e frieza o momento exato de vingar-se da má amiga. É ter a bolsa cheia de pedacinhos de papel, recados que os anacolutos tornam misteriosos, anotações criptográficas sobre o tributo da natureza feminina, uma cédula de dois cruzeiros com uma sentença hermética escrita a batom, toda uma biografia esparsa que pode ser atirada de súbito ao vento que passa. Ser brotinho é a inclinação do momento.
É telefonar muito, estendida no chão. É querer ser rapaz de vez em quando só para vaguear sozinha de madrugada elas ruas da cidade. Acar muito bonito um homem muito feio; achar tão simpática uma senhora tão antipática. É fumar quase um maço de cigarros na sacada do apartamento, pensando coisas brancas, pretas, vermelhas, amarelas.
Ser brotinho é comparar amigo do pai a um pincel de barba, e a gente vai ver está certo: o amigo do pai parece um pincel de barba. É sentir uma vontade doida de tomar banho de mar de noite e sem roupa, completamente. É ficar eufórica á vista de uma cascata. Falar inglês sem saber verbos irregulares. É ter comprado na feira um vestidinho gozado e bacanérrimo.
É ainda ser brotinho chegar em casa ensopada de chuva, úmida camélia, e dizer para a mãe que veio andando devagar para molhar-se mais. É ter saido um dia com uma rosa vermelha na mão, e todo mundo pensou com piedade que ela era uma louca varrida. É ir sempre ao cinema mas com um jeito de quem não espera mais nada dessa vida. É ter uma vez bebido dois gins, quatro uísques, cinco taças de champanha e uma de cinzano sem sentir nada, mas ter outra vez bebido só um cálice de vinho do Porto e ter dado um vexame modelo grande. É o dom de falar sobe futebol e política como se o presente fosse passado, e vice-versa.
Ser brotinho é atravessar de ponta a ponta o salão de festa com uma indiferença mortal pelas mulheres presentes e ausentes. Ter estudado ballet e desistido, apesar de tantos telefonemas de Madame Saint-Quentin. Ter trazido para casa um gatinho magro que miava de fome e ter aberto uma lata de salmão para o coitado. Mas o bichinho comeu o salmão e morreu. É ficar pasmada no escuro da varanda sem contar para ninguém a miserável traição. Amanhecer chorando, anoitecer dançando. É manter o ritmo na melodia dissonante. Usar o mais caro perfume de blusa grossa e blue-jeans. Ter horror de gente morta, ladrão dentro de casa, fantasmas e baratas. Ter compaixão de um só mendigo entre todos os outro mendigos da Terra. Permanecer apaixonada a eternidade de um mês por um violinista entrangeiro de quinta ordem. Eventualmente, ser brotinho é como se não fosse, sentindo-se quase cair do galho, de tão amadurecida em todo o seu ser. É fazer marcação cerrada sobre a presunção incomensurável dos homens. Tomar uma pose, ora de soneto moderno, ora de minueto, sem que se dissipe a unidade essencial. É policiar parentes, amigos, mestres e mestras com um ar songamonga de quem nada vê, nada ouve, nada fala.
Ser brotinho é adorar. Adorar o impossível. Ser brotinho é detestar. Detestar o possível. É acordar ao meio-dia com uma cara horrível, comer somente e lentamente uma fruta meio verde, e ficar de pijama telefonando até a hora do jantar, e não jantar, e ir devorar um sanduíche americano na esquina, tão estranha é a vida sobre a Terra.
- Paulo Mendes Campos.
Então tá. O post de hoje é uma crônica que eu achei muito interessante enquanto lia algum livro também interessante. E, enquanto eu lia, me identificava em alguns pontos da crônica. Na verdade, o ideal sera todas sermos brotinhos. Viver de verdade, e provar que, sim, a vida é realmente estranha.
Um beijo, e tchau :* M!
quarta-feira, 25 de março de 2009
Um começo.
Acho que escrever me libera, me inspira, me guia, me condena. Hoje em dia, eu não consigo pensar em ficar sem escrever sobre mim, meus sentimentos, minha vida, sobre esse mundo louco. Por todos esse anos, escrever foi fundamental na minha vida, foi meu suporte. E não é agora que isso vai mudar.
Aqui vou escrever minha histórias, minhas crônicas, meus poemas, meus pensamentos, se é que posso intitular algo que escrevo por esses nomes.
E também quero já deixar claro de que nem sempre vão ser coisas planejadas que podem aparecer por aqui. E que eu realmente não quero pensar na qualidade ou no que você pensa sobre as minha ideias.
No geral, este blog servirá apenas para suportar algumas coisas que eu eu não consigo deixar de discutir sobre a minha vida.
Está aberto o livro dos meus pontos de vista. Tchau.
Aqui vou escrever minha histórias, minhas crônicas, meus poemas, meus pensamentos, se é que posso intitular algo que escrevo por esses nomes.
E também quero já deixar claro de que nem sempre vão ser coisas planejadas que podem aparecer por aqui. E que eu realmente não quero pensar na qualidade ou no que você pensa sobre as minha ideias.
No geral, este blog servirá apenas para suportar algumas coisas que eu eu não consigo deixar de discutir sobre a minha vida.
Está aberto o livro dos meus pontos de vista. Tchau.
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