sexta-feira, 29 de maio de 2009

Amor Eterno.

Eu chego na madrugada, desobediente e vagarosa. Ela está sentada na poltrona, paciente e discreta, e mesmo preocupada, elegante como sempre é. Na penumbra tento passar despercebida, mas ela, sempr atenta lança-me um de seus olhares indagadores e intimidadores. Gaguejo, tentando me explicar. Ela me abraça e de repente o cômodo de minha casa fica pequeno demais, sufocante demais. Sua pele macia faz com que eu me sinta confortável e protegida, apesar da situação. Seu perfume é fortee doce, como sua alma e me traz uma paz desigual. Sua voz, um meio termo do grave e do agudo, melódica, me chama de volta a realidade, com um sorriso leve brincando nos lábios. Passo um pouco despercebida ao que ela me fala, algo parecido com "você esta bem". Fiquei muda, observando a preocupação se esvair, aos poucos, de seus olhos. E então eu percebi que quem era aquela mulher de verdade, e o quão importante ela era. O quanto essa mulher merece tudo o que há de bom nesse mundo, tudo o que posso lhe oferecer, por ser extraordinariamente maravilhosa, compreensiva, amorosa e determinada. Por ser minha amiga, inspiração, minha guia, e meu eterno amor. Por ser, e eu orgulhosamente admito, minha mãe.
-Maria Carolina.

Oi! Esse texto eu produzi na aula de LPT (Leitura e Produção de Texto), onde tinhamos que escrever um texto descritivo sobre nossas mães. Bem, dei o meu melhor.
Aliás, ultimamente não estou tendo tempo nenhum para escrever. Mas está surgindo uma vaga ideía de pegar meus texto aleatórios e bolar um enredo. Quem sabe não sai alguma coisa legal?

Beijos :*

Um comentário:

gi disse...

texto lindo, ótimo.